quinta-feira, 16 de março de 2017

Servir frio


e chorar por mais...


 

Passo a explicar:

6 figos descascados cortados ao meio;
3 fatias de presunto fino;
1 colher de pinhões;
1 limão em sumo onde se dissolveu uma colher de sopa de mel.
Trata-se de uma entrada. Servir frio (e chorar por mais)
Demora 1/4 de hora a fazer.
(pode ser melhorado com umas farripas de chèvre)

receita cedida amavelmente por

 Luís Novaes Tito


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Fauvistas



Esta manhã ouvi falar de Fauvistas. Os artistas "feras". Cores puras, excessivas, provocantes!


 Maurice de Vlaminck



Andre Derain
 


Matisse
 
 Mulher com chapeú


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domingo, 12 de março de 2017

Numa Folha, Leve e Livre







Quero dormir na água das palavras
que amam o silêncio
e a lentidão da luz
que é o fulgor de uma evidência indecifrável

Quero ser a concha do ingénuo sossego
de uma flor branca
como o monótono murmúrio
de uma respiração solar

Quero ser o ouvido de veludo
de um insecto azul
e quero beber a linfa do olvido
numa boca de argila
para sentir a monotonia ardente
da garganta da terra


 António Ramos Rosa, Numa Folha, Leve e Livre (2013)
Fotografia de Manuel João Ferreira Múrias

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Natal 2016

A árvore de Natal na Praça do Município no Porto



Não gosto mesmo desta árvore!.
Cresci com Natais onde a família se reunia a comer coisas boas, em despiques de receitas de avós, a cantar e tocar cânticos da época, a recitar, a contar anedotas que arrancavam gargalhadas frescas e saborosas, a jogar à bisca a pinhões, e tudo se passava dentro de casa na proximidade da lareira. 
Necessariamente que a ceia de Natal da Morgadinha do Júlio Diniz era recordada  para credibilizar a ideia que, naquela noite, todos se obrigavam a trabalhar na cozinha, tal como o Conselheiro fazia. 
Tinha uma Tia Avó que se reconfortava a dizer que nesse dia todos tinham comida e agasalho. Lá na aldeia seria assim! O mundo circunscrevia-se ao perímetro da área das nossas influências!
Os sapatos eram deixados à volta da lareira da cozinha, porque era por essa chaminé que para uns, o Menino Jesus, para outros o Pai Natal, desceriam com o saco das prendas. Era uma prenda para cada um e mais nada!
Este folclore S. Joanino que o Porto tem vindo a adoptar não é de todo o meu Natal!
 Natal 2016

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terça-feira, 1 de novembro de 2016

2, Novembro


                     No Aniversário  do meu Pai
            

                       Com saudade





          
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sábado, 24 de setembro de 2016

A feira das Fontaínhas



Fuga da escola, sem conhecimento da minha Mãe, com duas companheiras da 4ª classe à feira das Fontaínhas, a 2km, na aldeia de Balazar. Comíamos cerejas quando uma pessoa conhecida nos viu e registou nesta fotografia.
Vê-se a zona dos chapéus de palha expostos no chão e também a forma como as minhas amigas se vestiam. Como mulheres adultas e descalças!
Uma recordação!
 

 Ainda a propósito da feira das Fontaínhas 

                  Na feira, como era habitual, transacionavam-se os produtos agrícolas da região  e  além disso, desde  socos, passando por um talho e uma ourivesaria, havia de tudo por lá. 
A Ana, empregada da casa dos meus Pais que entrou quando eu tinha 3 anos e que não saiu,  danava-se por ser negociante! Era um sonho que nunca teve oportunidade de realizar; mas sempre que a ocasião se proporcionasse, não a enjeitava. E foi assim com a venda de uma galinha.
A galinha era velha mas, se a minha Mãe falasse nisso, logo atalhava: 

- Oh minha senhora, esta galinha é muito boa para o choco!
Isso queria dizer que a galinha gostava de estar no ninho e aceitava pintainhos de outras , desde que não desse pela batota de lh'os meterem debaixo dela sem ela dar por isso . Assim,  libertavam-se as outras galinhas do choco, o que as tornava aptas para porem ovos mais cedo.

                  Um sábado de manhã disse para a minha Mãe:
- Minha senhora, vou levar aquela galinha à feira; ela não está bem!
Com alguma relutância, a Mãe  deu-lhe autorização para isso,  mas preveniu:

- Depois não se queixe se a trouxer de volta.
Ao fim da manhã aparece a Ana com umas compras de  sementes e mais um dinheiro que entregou assim:
- As sementes e o troco;  é o que a galinha deu.

                  Quisemos saber como foi. Muito simples. Um "bacoco de um homem" que passou junto dela olhou para a galinha e ela chamou-o:
-Oh senhor leve-me a galinha; preciso de  ir embora que tenho a patroa à espera!... e foi contando, contando quem eram os patrões,  aos anos a que já lá trabalhava e garantiu que a galinha era boa! 
- Mas não era!...
- Sim, mas isso que visse ele. 


  C C

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segunda-feira, 11 de julho de 2016

11 de Julho



Recordo o meu Pai com saudade!