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quinta-feira, 1 de março de 2012

Baltasar Garzón


Baltasar Garzón
El Supremo reprocha su “errónea” actuación pero le
absuelve por seis votos a uno. (El País)

Garzón exige al Supremo que explique por qué no anuló el juicio del franquismo. (El País)

De sentença em sentença, ao usar o juiz Garzón, fazendo crer que este é o causador de ilegalidades e que de tudo se vale, com direito ou sem ele, para a denúncia e julgamento dos crimes do franquismo,a justiça espanhola vai entretendo. Garzón é de cepa dura; não verga e é difícil quebrá-lo.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

À atenção do ministro Paulo Macedo

A Natália Correia é que os topava à distância.
LNT http://barbearialnt.blogspot.com/


Resposta de Natália Correia ao deputado João Morgado (CDS), em 1982 na Assembleia da República, onde este afirmava:
«A igreja Católica proíbe o aborto porque entende que o acto sexual é para se ver o nascimento de um filho».
Natália Correia, ao tempo deputada do PSD, ripostou


Já que o coito diz Morgado
tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menino ou menina
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca truca,
sendo só pai de um rebento,
lógica é a conclusão
de que o viril instrumento
só usou parca ração! uma vez.
E se a função faz o órgão diz o ditado
consumado essa excepção,
ficou capado o Morgado.

Natália Correia


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Indignai-vos

O nosso indigitado em passo de ballet


Ao tomar conhecimento do governo que nos espera, a perplexidade que existia,redobrou e levou-me até àquele livrinho de Stéphane Hessel: Indignez-vous.
E nele, lê-se: (...) Cabe-nos a todos em conjunto zelar para que a nossa sociedade se mantenha uma sociedade da qual nos orgulhemos: não essa sociedade dos imigrantes ilegais, das expulsões, da desconfiança em relação aos imigrantes, não essa sociedade na qual se põe em causa as reformas, os direitos adquiridos da Segurança Social, não essa sociedade na qual os media estão nas mãos dos poderosos(...)
A Segurança Social,deve (...)garantir meios de subsistência a todos os cidadãos, em todas as situações nas quais não possam assegurá-los pelo seu trabalho; uma reforma que permita aos trabalhadores idosos acabarem dignamente os seus dias.(...)
E mais à frente: (...) Ousam dizer-nos que o estado já não consegue suportar os custos destas medidas sociais. Mas como é isso possível que actualmente não tenha verbas para manter e prolongar estas conquistas, quando a produção de riquezas aumentou(...) (...) Os bancos, agora privatizados, preocupam-se principalmente com os seus dividendos e com os elevadíssimos salários dos seus administradores, e não com o interesse geral. O fosso entre os mais pobres e os mais ricos nunca foi tão grande; e a corrida ao capital e a competição nunca foram tão incentivadas.(...) (...) Os responsáveis políticos, económicos, intelectuais e a sociedade em geral não podem desistir, nem deixar-se impressionar pela actual ditadura internacional dos mercados financeiros que ameaça a paz e a democracia. Desejo a todos, a cada um de vós, que tenham o vosso motivo de indignação(...)
Não será certamente com este governo que iremos defender a Segurança Social e todas as conquistas sociais que ao longo dos anos se foram concretizando com tantos custos e sacrifícios.
Então, indignai-vos e não deixeis que isso aconteça.