segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cortar reformas



 Depois de assistir aos Prós e Contras de hoje, onde se discutia os cortes que o governo pretende fazer nas reformas e pensões, fiquei com a sensação amarga  que para nada valeu a discussão.
Não esclareceram quem os ouvia, nem a eles próprios.
A moderadora vestida de vermelho/roxo com penteado de longos cabelos ondulados, sugeria a antiga estrela de Hollywood, de lábios vermelhos e de pressuposta sedução.
Não vem a propósito, no meu entender, uma postura assim, quando o assunto do programa é sabido ser doloroso e de extrema gravidade para as pessoas presentes e para o país. Pedia-se mais sobriedade; na aparência, nas palavras e no sorriso que benevolamente espalhava pela conversa.
Vieira da Silva foi sem dúvida o interveniente mais avisado; fruto de uma experiência já antiga, mas também por preparação e cuidado que empresta àquilo que faz. Denunciou a incapacidade do governo e as mentiras e contradições do PM.  Fê-lo de uma forma educada e firme.
A contrastar, Camilo de Mendonça, desgraçadamente indisciplinado, disse as baboseiras inqualificáveis do costume.  Não se compreende como se perde tempo com a estupidez!
Corte Real e Daniel de Oliveira, sem sobressaltos.
A assistência teve a palavra que lhe permitiram.
Debates destes em assuntos tão importantes, não merecem as solas dos sapatos de quem lá vai.

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domingo, 6 de outubro de 2013

Música

Momentos sublimes




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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Textos ao acaso


 Outono

  Por momentos, estou sentada junto ao rio de águas serenas,
  onde a sombra de enormes plátanos se projecta,
  e as folhas de um amarelo acastanhado
  esvoaçam no ar, 
  e caiem silenciosas sobre mim
  e no espaço que me cerca. 

  É o Outono que chega, a simular o fim
  que se aproxima!

  E Chopin não deixará de me acompanhar!



                

pianista, AleksandrSolzenicyn

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terça-feira, 1 de outubro de 2013

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O Porto em fotografia

A magia de um fotógrafo

O mar em Montevideu

foto de Mariano Pires


Música

Helene Grimaud
uma pianista que gosto de ouvir




quarta-feira, 25 de setembro de 2013

LUTO PELO POETA MEDIADOR DA LUZ

  1. O luto voltou a abater-se sobre Maria Teresa Horta. Esta manhã acompanhou à sepultura, no Cemitério dos Prazeres, o poeta António Ramos Rosa. É um luto profundo, que nasce das raízes da poesia de MTH. Foi, de facto, António Ramos Rosa o poeta a quem a jovem Teresa confiou os seus primeiros poemas, com pedido de parecer. Fê-lo por correio, em fins de 1959, num sobrescrito registado e endereçado de Lisboa «ao poeta António Ramos Rosa – Faro». Três dias depois, um telefonema de Ramos Rosa louvava o talento da jovem poetisa e estimulava-a a publicar a poesia em livro, propondo-se assegurar a respectiva edição. Assim nasceu, em Maio de 1960, «Espelho Inicial». Mais tarde, em 1987, no seu livro de estudos sobre a poesia portuguesa contemporânea «Incisões Oblíquas», António Ramos Rosa salienta «a subversão do desejo» na poética de Maria Teresa Horta. Segundo o autor, para MTH «é a própria existência que emerge na sua palavra e nela se apreende e se repercute. Seja directa, seja metafórica, a sua linguagem tem a ardência vital do corpo e a sua violência sensual é, em toda a sua irracionalidade, libertadora e subversiva». A relação de amizade e admiração dos dois poetas manteve-se ao longo dos anos, tendo Teresa garantido o exclusivo, remunerado (o que não era, nem é, vulgar), da publicação de poemas de António Ramos Rosa no suplemento «Literatura & Arte» de «A Capital». E, em Outubro de 2002, a pedido do poeta, Maria Teresa Horta, lança, na Livraria Bulhosa, ao Campo Grande, o seu livro «A Rosa Intacta» (ver foto abaixo). Esta tarde, no regresso do adeus ao poeta, MTH escreveu o seguinte poema:

MEDIADOR DA LUZ

Para mim sempre foste
o poeta
mediador da luz

Transfigurando a realidade
em utopia, na sua triagem
de versos e palavras

Em busca da metamorfose
da claridade,
nas fundações da linguagem

Seduzindo a ilusão
pelo voo da asa
num abismo profundo

Aquele que toma o sonho
e o conduz,
mudando cada poema

em mundo


Maria Teresa Horta, 25 Setembro 2013
 Texto e foto retirados da cronologia de MTH